…Dama do Crime

31 08 2007

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Sempre gostei de ler. Minha mãe conta que, eu ainda pequeno, pedia pra todo mundo ler livros pra mim. Adorava quando minha Vó Rosa pegava um de seus livros da estante e começava a me contar contos antigos.

Quando adolescente, acabei me deparando com os livros da Agatha Christie. Não lembro com qual comecei, talvez por “M ou N”, o único que havia lá em casa. Minhas queridas amigas do colégio SETAMinhas amigas queridas, companheiras da Agatha: Mari, Nane e Juli. (mais conhecido como Bimbolim), onde passei meus últimos anos de ginásio (ops, nem sei como chama hoje em dia.. velhice é foda), todas liam os livros da Agatha, e emprestávamos uns aos outros. Na foto: Mari, eu, Nane e Ju.

To escrevendo sobre a Agatha, porque o Zeca Camargo acabou de escrever no seu blog sobre a Dama do Crime. Não tenho muito a acrescentar ao que ele já escreveu.

Confesso que quase chorei no fim do “Assassinato no Expresso do Oriente”, de tão surpreso que fiquei. E “Casa Torta”? Eu, sem perceber, acabei me vendo já ambientado na Inglaterra da 1a. metade do século XX. Sabia como era a vida no campo, as grandes mansões, os jovens londrinos da época, enfim. E acima de tudo, tentava decifrar os crimes junto com Poirot, Miss Marple e Hastings…

To doido pra correr pra um sebo comprar algum livro que ainda não li (isso é dificil, devo ter lido uns 50…). Faz um tempão que não me encontro com Agatha.

Quem nunca leu nossa amiga Agatha? Qual livro é o seu preferido?





…Happy Blog Day!

31 08 2007

Blog Day 2007

Blog Day! Claro que um dia isso iria acontecer. Mas, de qualquer forma, acho ótimo que se possa comemorar um advento tão útil, edificante (ou não, dependendo de qual você lê) e interativo.

Blogs pessoais:

Carioquíssimo

Tudo sobre o cotidiano da Cidade Maravilhosa.

Zeca Camargo

Gosto do que ele escreve. Nem sempre concordo, mas vale a pena

Diário de Bordo – Pablo Villaça

Blog pessoal do meu crítico de cinema favorito. Aliás, melhoras, Pablo!

Informática

Smashing Magazine

Esse blog fala de design, web, tecnologia. Muito úlil pra mim

Blog Mac Magazine

Notícias fresquinhas sobre o mundo Mac.

Cultura

LIGado em Série

Resenhas e notícias das séries mais maneiras

/film

Notícias das produções do cinema, vindo lá dos EUA

Gastronomia

Mixirica

Já falei bastante dele aqui.. rs

From our home to yours

Ótimas receitas nesse aqui também

Torçamos para que mais pessoas inteligentes e interessantes possam ter seus blogs, e nos presentear com seus dons, arte, poesia, crítica e informações.





…nada

30 08 2007

Hoje to a fim de falar de nada. To exausto. Tenho dormido muito tarde todos os dias, de bobeira. Terça tive reunião com a banda, e cheguei tarde. Ontem fui num show maravilhoso das Chicas com Lenine, e cheguei tarde.

O pior é que, quando chego, não consigo dormir, porque aí tenho que escrever e-mails, ver pendências, freelas, e essa série porcaria que é “Nip / Tuck”. Consegui resistir 2 temporadas, mas a 3a. foi muito ruim… Eu tinha que terminar, e por isso fui vendo, mesmo achando tudo muito ridículo. Mas agora, que acabei de ver a 3a. temporada, desisto.

To cansado, com preguiça de escrever. Mais tarde, quando estiver melhor, escrevo sobre o show.

Además, acho que vocês estão cansados desses textos enooormes, né? hehe

Té mais.





…prazer em conhecer: Jay Vaquer.

29 08 2007

Estava esperando o momento certo para escrever sobre Jay Vaquer. O momento seria quando eu finalmente tivesse com o último trabalho dele nas mãos, e escutado o suficiente para escrever alguma coisa. Esse momento chegou, e eu ainda hesitava em escrever o texto, porque simplesmente não saberia se teria capacidade de descrevê-lo da forma como merece. Escrevi um e-mail para ele, só mesmo pra passar um link de uma música, e comentei que escreveria sobre o CD dele, e ele me pediu o link do blog. Aí não teve jeito. Achei que era o momento de falar dele. Mas vai ter que ser em 2 posts. Nesse primeiro, falo do artista, e em outro falarei do CD.

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…o destemido Diego Fernandes

28 08 2007

tenho escutado nessa última semana um CD que me trouxe muita alegria e esperança quanto ao futuro da músca católica brasileira.Trata-se de “Folha em Branco“, de Diego Fernandes, da Canção Nova.

Folha em Branco. Numa folha se escrevem histórias, se desenha. Folha pode ser rasgada, ou dobrada em origami. Verstátil e limpa, uma folha em branco serve para mil coisas, e só seu dono poderá decidir. Ser folha em branco nas mãos de Deus é ser consagrado (sua vocação), é entrega. E receber uma folha em branco? Será o tempo que Deus nos dá? O dom que Ele concede, de viver as 24 horas de cada dia, do hoje, e fazer dela o que Ele quer.

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…Danny Boyle

28 08 2007

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Esse fim de semana, por acaso, assisti a dois filmes do Danny Boyle. Ele é o diretor de Trainspotting, A Praia, e outros..

No sábado eu vi “Extermínio” (28 days later, no original), de 2002. É um filme de terror, mas ao mesmo tempo não é. O filme começa com Jim (Cillian Murphy, uma das ótimas revelações da nova safra), acordando num hospital, e descobrindo que Londres estava complemante vazia. Deserta, a não ser por alguns “zumbis”, pessoas com um vírus que rapidamente atua e transforma qualquer um em pessoas loucas, querendo atacar e morder, transmitindo com o sangue esse vírus mortal.

Junto a algumas pessoas, Jim tenta descobrir o que fazer pra escapar dos zumbis, sem saber o que ainda existe no mundo. Acaba descobrindo que as pessoas podem ser tão cruéis e desumanas quanto os “monstros”, uma vez presas em um ambiente sem líder e sem perspectiva.

O filme é ótimo, te deixa tenso o tempo todo pelo futuro dos personagens, e ao mesmo tempo é um drama bem pesado. Recomendadíssimo!

Animado com a direção de Boyle, fui baixar o “Sunshine – Alerta Solar”, filme que já estava pra baixar há tempos, e por sorte achei um bom release. O filme é maravilhoso também.

Novamente com Cillian Murphy (assistam também “The wind that shakes the Barley”, com ele), o filme se passa num futuro onde a luz do sol já era, e a Terra vive num gelo só. Para mudar a situação, astronautas vão até pertinho do Sol, e lançarão uma bomba dentro do Sol, para que o mesmo “renasça” numa nova estrela. O longa se passa todo no espaço, e a equipe tenta lidar com as situações cada vez mais extremas que ocorrem dentro da nave. Mais uma vez, a convivência num ambiente fechado é retratada por Boyle, mostrando o lado mais animal das pessoas quando enclausuradas. E tudo vai ficando tenso, como é típico num filme de espaço. Filmaço!

Em ambos, Boyle consegue combinar características de filme blockbuster com ótica inteligente, não deixa de marcar sua assinatura na obra, e capricha na produção. Ótima fotografia, direção e arte e efeitos. Ótimas atuações.

Acho que vou correr atrás dos demais filmes do Boyle. Mais um bom diretor pra acompanhar.





…prazer em conhecer: Piano e Voz

24 08 2007

Piano e voz é uma fórmula maneiríssima, sem dúvida. Simples, lindo, e muito charmoso também. Cantar à beira de um piano é uma coisa que sempre quis fazer. Não tocando, mas cantando só.

Um dos CDs que eu mais gosto é o Piano e Voz – César Camargo Mariano e Pedro Mariano. Já adoro o Pedro, e nesse CD ele canta versões de músicas conhecidas, em sua maioria. O repertório é ótimo, e ele incluiu ali os compositores de que mais gosta: Gilberto Gil, Rita Lee, Djavan, Tom Jobin, Jair Oliveira… Com uma interpretação muito sensível de Pedro, e arranjos muito legais de seu pai, esse CD é uma aula de sensibilidade, de criatividade. Saca só o Set List:


1. Acaso (Ivan Lins – “uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos”)
2. Tudo Bem (Lulu Santos – “ótima versão, mais lenta”)
3. Deixar Você (Gilberto Gil – “interpretação sensível”)
4. Caso Sério (Rita Lee – “que piano foda! rs”)
5. Tarzan, O Filho Do Alfaiate (Noel Rosa – “adoro! Muito bem-humorado”)
6. Papo De Psicólogo (Jair Oliveira – “bela composição”)
7. Dupla Traição (Djavan – “uma das poucas músicas do Djavan que fazem sentido”)
8. Caminhos Cruzados (Tom Jobim – “muuuito bom”)
9. Par Ímpar (Jair Oliveira e Cesar Camargo Mariano – “outra composição bem maneira”)
10. Se Eu Quiser Falar Com Deus (Gilberto Gil – “interpretação emocionada e sensível”)

Nem vou comentar a capa, que acho muito ruim. Mas, ignorando isso, o CD é perfeito. E tem DVD também, ao vivo! Emprestei os 2 e até agora não peguei de volta, acredita?

Você pode baixar o CD aqui. E abaixo, um vídeo da apresentação dos dois, tocando “Acaso”.

Muito prazer em conhecer! rs





… o CD-Zero

22 08 2007

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A BMG, como todas gravadoras no cenário atual, sofrem pela pirataria e downloads dos CDs. Frente a isso, tomou a iniciativa de criar o CD-Zero, que é uma parte do CD original (5 músicas), com qualidade original tb, vendida a R$9,99. Com o slogan de “compre seu CD com o preço da Uruguaiana” (pros paulistas seria “com preço de Sta. Efigênia”?), já lançaram os “cds” da Vanessa da Mata, Capital Inicial e Lobão, todos com essas 5 faixas. CD-Zero seria algo como Coca Zero? Light?

Segundo a empresa:

Álbuns como os de Vanessa da Mata, Lobão e Capital Inicial contam com a participação direta de mais de 200 profissionais, como produtores, músicos, autores, engenheiro de estúdio, fotógrafo, direção e criação de arte, promoção, marketing, fabricação, distribuição, vendas, entre outros.

Estes CDs movimentam toda uma indústria no Brasil, envolvendo milhares de empregos e pagando impostos. Nos últimos 8 anos, estima-se a perda de mais de 80 mil empregos e que o país tenha deixado de arrecadar, por ano, cerca de R$ 500 milhões em impostos.

Ainda sugerem que você compre o resto das músicas do CD pela internet.

Ok, ok… Claro que eles têm razão em buscar novas formas de vender discos. Afinal, quando foi a última vez que você foi a uma loja comprar cds? E seria melhor comprar uma parte do CD do que baixar um arquivo compactado toscamente por alguém.

Mas, e a obra que o cara pensou? E todo o conjunto do CD, com início, meio e fim, encarte e tudo mais? Quem garante que 5 músicas resumem um trabalho inteiro? Que sobrevivem sozinhas? E a obra do designer, que desde o vinil vem sendo gradativamente limado. Agora só existirão nos sites.. rs. Me pergunto se realmente vale a pena lançar algo assim, pela metade…

O que fazer? Quisera eu comprar os CDs de todos que gosto… prometo me esforçar. Renderemo-nos ao CD-Zero? Ou baixaremos tudo pela internet mesmo e f***-se?

Eu to seriamente pensando, se lançar um outro CD (será?), de fazer a versão física e disponibilizar a compra pela internet. Acho que com os artistas católicos o público ainda tem essa consciência, de que a galera é ferrada de grana mesmo, faz o CD independente, e não tem como ganhar nem um tostãozinho com a venda..

Enfim, o que pensam vocês?





…momento pavão 2 – Acaso

21 08 2007

Ainda daquele show, eu cantando “Acaso”, do Ivan Lins.

Sempre amei essa música, na versão do Pedro Mariano, e adoro cantá-la por aí. Achei que ela deveria estar no show, de qualquer jeito, pois acho que dou uma interpretação boa a ela.

A galera fala muuuuuito mesmo, mó barulheira.. mas acho que ficou legal, graças ao teclado ótimo do Thiago Lima (tudo bem que aquele solo ficou perdido, mas quem notou?)

Agora, esse povo gosta de aparecer, né? O que é a Carla gritando “Arrasou, Bruno, te amo” no começo, e o Pedro com seu clássico “Muito bom!”?? Acho que todos querem seu momento pavão tb.. rs

O que acharam???





…donas de casa desesperadamente ridículas

16 08 2007

Estreiou ontem, na RedeTV o seriado Donas de Casa Desesperadas, parceria com a Disney. É uma franquia do original, onde, por contrato, o texto, as cenas, os personagens, tudo tem que ser idêntico. Dirigida pelo cineasta Fabio Barreto, a série gasta cerca de 250mil dólares por episódio. Qual o resultado disso? Uma palhaçada absurda!

Por onde começo???

dh.jpgEsse bilhete bem que podia ser digirido ao diretor dessa calamidade. “Eu sei o que você fez! É terrível! Vou te entregar”.

É tudo igual. O texto é igualzinho, sem tirar nem por (ok, substituiram o desastre de Susan ao fazer o “macaroni’n'cheese” pelo café). As cenas são praticamente iguais, as tomadas, tudo, com poucas exceções (que só não devem ter entrado por conta de orçamento). As roupas são praticamente iguais, numa realidade virtual, certamente. Não em qualquer lugar perto de um Brasil (mesmo que fosse em Alphaville). Eles adaptaram os nomes também, de forma tão burra que nem sei se vale a pena falar… Susan vira.. Susana! Gabrielle vira.. Gabriela! Muito inteligente.

As atrizes? Meu Deus!?! Pra começar, Lucélia Santos. Ela é muito velha pra fazer a Susan, parece ter no mínimo 50 anos… Teresa Seiblitz nem é tão ruim assim, a atriz que faz a Bree não convence no papel, e a Gabrielle é fraquinha a beça também. A única que pode se salvar é Isadora Ribeiro, no papel de Edie. E alguns homens também se salvam. Por incrível que pareça, Iran Malfitano parece ser o melhorzinho por lá (além do que faz o papel de Carlos Solis, que é um ótimo ator, desde a Ópera do Malendro)…

E a Sonia Braga, com aquela narração a ritmo de tartaruga dopada?

Os adolescentes da série são um problema à parte. TODOS foram DUBLADOS??? Como assim… você está assistindo a cena, e de uma hora pra outra você escuta aquela voz dublada, e a pobre da atriz, que deve ter tentado falar bonitinho, foi boicotada… POR QUE?
(update: os atores mirins são argentinos, e por isso são dublados. Aí vem outra pergunta: POR QUE???? Não haviam atores mirins à altura de Lucélia Santos ou Isadora Ribeiro… pena)
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É tudo muito estranho por lá. Não faz sentido colocar atrizes para imitar discaradamente interpretações alheias, achando que isso vai funcionar. Teri Hatcher é Teri Hatcher, e se Lucélia Santos tenta fazer um bico, ou achar que um tropeção vai funcionar, se engana. Porque não funciona. Parece tudo tão artificial e forçado.

E será que o beijo gay do filho da Bree vai rolar? Será que Lucélia Santos vai submeter ao público sua nudez ridícula? Será que alguém vai dizer àquelas mulheres que elas não sabem atuar?

Mas, vamos concordar, tem UMA coisa que ficou melhor que o original. A ABERTURA. Mil vezes mais bonita e criativa do que a anterior. Veja aqui.

Então tá combinado. Você assiste à vinheta de abertura, e depois vai dormir. Eu aconselho.





…meu sonho de consumo!

14 08 2007

Eu queroooooooo!





…Acústico MTV Sandy e Junior.

13 08 2007

 

Nota: 7,0

O quê? O Bruno gosta de Sandy e Junior. Putz…

É, eu gosto. Não sou mega fã, mas respeito há algum tempo, quando amadureceram as composições e os arranjos melhoraram um pouco. Como compositor pop que sou, admiro as músicas e muitas idéias dali eu queria ter tido.

Eles vão se despedir, e para tal lançaram o Acústico MTV. Eu estou escutando aqui, pela Rádio UOL, a fim de analisar, faixa a faixa, o CD. Eu gostei, no geral. Muitos arranjos foram revistos, ganharam forma interessante. Claro que sentimos falta de algumas músicas boas de antigamente, mas outras estão lá, além de algumas inéditas interessantes.

Os arranjos são bons, mais completos, com exceção do coro, que é exagerado na maioira. Interpretação um pouco mais madura de Sandy, econômica em algumas horas, e criativa em outras, conhecendo suas limitações, e criando de forma inteligente. Junior também cresce o que pode, já que não tem um timbre muito bom, mas não deixa devendo.

As participações. Ivete arrasa, Marcelo Camelo entra ali pra se envergonhar, e Lulu Santos só coloca uma guitarra a lá “Sereia”. E o público, sempre histérico nos shows da dupla, dessa vez raremente é escutado, graças a Deus.

Vamos às faixas:

Não dá pra não pensar

O CD começa pra cima, com uma versão quente, mas não tão diferente, dessa faixa maneira. A música é boa, ótimo pop. Ótima pra começar um show.

Super-herói

Ainda prefiro o original em inglês. Junior não é assim um bom cantor. Mas certamente melhorou. A música também cresceu um pouco, mas não é nada demais.

A lenda

A música breguinha da galera do Roupa Nova ganhou um arranjo beeeem melhor do que todos que ouvi até agora. Ainda tem aquele coro megadobrado no refrão, mas a estrofe merece aplausos pela sutileza.

Nada vai me sufocar

Certamente um dos melhores arranjos do Acústico. A música já é ótima, e ganhou um tom cool meio raggae (lembra muito o swing de “Less is more”, da Joss Stone). Adorei, muito esperto.

No fundo do coração

Prefiro a original. A letra da versão é boba… E colocá-la aqui no Acústico foi claramente só pra agradar os fãs. Fraca… E o solo de violão, ok.. mas não conseguiu salvar a música nao…

Inesquecível

Um toque country na música, órgão e violão com slide… A música ganhou uma batida quebrada na segunda estrofe também. Ficou simpática, fofinha.

Você pra sempre (inveja)

Eu tenho inveja de não ter escrito essa música. Adoro. Aqui ela ganha participação do Lulu Santos. Fiquei esperando a música inteira, e não o escutei. Só depois me toquei que ele participou no violão… Po, nada a ver. Tudo bem que a música ganhou um toque “sereia”, mas po… Geralmente questiono participações especiais de músicos… Qualquer violonista poderia ter tocado o mesmo arranjo, saca? Enfim… A música é boa, com ou sem Lulu.

Ilusão

Essa música aqui foi gravada no disco “Sonho Azul” É bobinha, vou confessar. Tem cara de Jovem Guarda, letra meio infantil. Devia ter ficado no passado…

Enrosca

Junto com “Nada vai me sufocar”, ganha prêmio de melhor versão. Pegou um ritmo bluzão pesado, com solo de piano, aeee. E a Ivete Sangalo fez, na minha opinião, a melhor interpretação da carreira dela. Nunca a vi cantando tão bem. O Junior também mostrou

Turu -turu

Arranjo pouco mudou em relação à original. Mas a música é boa, pop bem feito, merece estar lá.

Segue em frente

Música inédita, do Junior. De cara te faz lembrar de alguma coisa do Jack Johnson. Claramente falando sobre o fim da dupla. Fraca, fraquinha mesmo… Mas tá valendo. A gente deixa passar.

Abri os olhos

Música da Sandy com seu namoradinho da família Lima. Boa, boa. Inteligente, meio melancólica. Arranjo ótimo, melodia muito interessante.

Ganhou como melhor música inédita.

As quatros estações

Cara, Marcelo Camelo e Sandy… Gosto muito da introdução, com ele cantando bem calmo, me lembrou Tom Jobim, João Gilberto. Interessante, se ficasse por aí. Mas então o arranjo cresce, torna-se pop, e a Sandy entra… Aí vira uma melecada só. Os dois simplesmente não combinam, como uma mistura exótica que não desce de jeito nenhum. Ainda mais com backing vocals, aiai… Mico! Juro que posso ouvir um pingo de vergonha na voz do Camelo.. rs

Desperdiçou

Já gostava dessa música. Ficou bem cool nesse arranjo, com uma quebrada no meio que deu uma enriquecida na música. Ficou curta, mas valeu. Boa versão.

Love Never Fails

Eita que versão sem graça. A gente aqui se lembra porque o cd em inglês não deu certo. Não me convencem cantando em ingles, mesmo. Não rola. O tom caipira aparece no sotaque, que pra cantar em inglês tem que estar perfeito, né? Sou chato mesmo. E a música nem é tão boa assim…

Alguém como você

música do Jorge Israel, só veio acrescentar qualidade ao repertório, música bem cara de Kid Abelha mesmo, que ficou boa com a Sandy.

Estranho jeito de amar

Versão idêntica à do CD. Adoro a música, com essa batida soul, mas poderiam ter sido mais criativos nessa aqui.

Tudo por você

Música boa do último CD da dupla, também com pouca variação da versão original, mas uma levada mais pra frente. Acho essa música muito boa, adoro a estrofe. Coro meio alto demais…

Com você

Caraca, aceleraram “I’ll be there”! Ousado… Mas valeu. Afinal, pra colocar essa música, tinha que mudar mesmo. Sandy cantou bem, tentou inventar e deu certo. Não ficou maravilhosa não. Mas pelo menos não envergonha.

Cai a chuva

Puxaram pra trás a levada, mais acústica mesmo, e ficou boa. Simpática, pra finalizar o disco…

ahaaa. mas não acabou! Tem uma faixa escondida! A boa e velha Maria Chiquinha volta, do jeitinho que era cantada pelos pirralhos, com seu Genaro e tudo mais… For old times sake.





…eu e um tijolo debaixo do braço.

13 08 2007

Comecei oficialmente a ler o útlimo livro do Harry Potter, “HP and the Deathly Hallows”. Em inglês. Estava resistindo um pouco a essa idéia, queria mesmo era ler o livro em português, como li os outros 5. Mas a curiosidade foi maior. Como meu irmão acabou de ler ontem a noite, logo me apoderei da minha já clássica impulsividade e peguei o tijolão pra começar.

Confesso que é meio difícil pra mim. Sei inglês bem, mas algumas palavras me fogem, adjetivos incomuns, e algum vocabulário mais específico do livro. Mas está indo bem.

Agora vou eu, andando pela rua com o pesado livro, de capa dura e 760 páginas, seguro dentro de um envelope, pra não machucar… Bom pra ler na kombi, na van, no ônibus, no arborizado parque do downtown… Vamos ver que fim leva o bruxo e em quanto tempo eu consigo fnalizar a história…

Até mais, trouxas.





… prazer em conhecer: Mixirica.

9 08 2007

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Já postei anteriormente, quando dei a receita do petit-gateau, que adoro fazer coisas na cozinha. E me interesso muito por culinária, principalmente por coisas que fujam do tradicional. E nada de comida séria, de almoço, mas coisas gostosas e interessantes.

Faz um tempo, acabei caindo em um site que hoje faço questão de visitar todo dia. Trata-se do Mixirica, blog da Tatiana Danberg (mais conhecida como Tatu). Tatu é de SP, gastrônoma, redatora, e muito fofa. Vive com o marido, que é o fotógrafo responsável pelas lindas reproduções das receitas mais lindas ainda da Tatu, e ainda 2 gatos… rs

Tatu escreve muito bem, com um estilo bem gostoso, agradável. Quando leio seus textos, receitas e histórias, parece que sou amigo íntimo dela, pela forma com que conta seus casos e dá suas dicas. Ela conta de suas viagens, da reforma da cozinha, dos irmãos e tios, enfim… É uma delícia acompanhar Tatu na sua vida através do Mixirica.

O site é muito bem feito (tarefa do marido), com visual bem lindo, e boas idéias, como a parte de “pomar” (uma área pros leitores trocarem informações) e “gomos” (textos maiores da Tatu, sobre várias coisas legais, como “Manifesto a favor do dedo lambido”). Sem falar nas fotos, claro.

Uma das primeiras receitas que fiz de lá foi o Brownie de Nutella. É o tipo da coisa que deve dar cadeia, de tão gostoso. Clique na foto ao lado, e faça essa receita mole-mole da Tatu.

Papel Manteiga é o nome do livro de Cristiane Lisboa, que tem receitas da Tatu. É um livro muito fofo também, história de uma moça que vai aprender receitas fora e escreve cartas à sua avó contando as receitas (ou intruções, como ela é obrigada a dizer no livro.. rs). Eu li e adorei, minha mãe está se deliciando também.

Em breve Tatu lançará seu primeiro livro. Eu já estou faminto por ele!

Muito prazer em conhecer, Tatu e Mixirica!





… momento pavão.

8 08 2007

A coluna que uso pra me mostrar! rs

Falando em Maria Rita… Resolvi colocar esse videozinho aqui, da minha interpretação de “Muito Pouco”. Ele foi feito em junho, quando fiz esse show aqu na Barra. Pela primeira vez, cantando músicas que não eram católicas… foi ótimo.

O vídeo tem um começo estranho, cheio de gente falando, mas depois fica maneiro. Adoro essa música, e ficou show com os Thiagos, Gui e a fofa da Aline na batera! O mais comédia é uma voz de mulher (Drika? Ju?) falando “Caraca, o que q foi isso?”

O que acham? Tenho futuro? rs





… Tá perdoado. Maria Rita do morro.

8 08 2007

Acabo de escutar pela 50ª vez o novo single da Maria Rita, “Tá perdoado”. E tentando decidir o que eu realmente acho dele.

Esse novo cd dela, produzido pelo Leandro Sapucahy (conheço pouco dele, mas não fui lá com a cara dele não. Vamos ver se é melhor produtor que cantor), é todo focado no samba. Um passo arriscado, mas vindo da Maria Rita, só pode ter bom resultado.

Quando ouvi pela primeira vez o single escrito por Arlindo Cruz (que você pode baixar por aqui – thanks ao Edgard, na comunidade da MR no orkut), confesso que estranhei. Não é sequer parecido com nada que ela tenha feito antes (update: bom, ela ja tinha feito coisas parecidas sim. Mas acho que dessa fez foi mais assumido, mais na cara. Valeu, Leandro, pelo toque, rs). Na hora lembrei de Zeca Pagodinho. É uma música bem no estilo dele, pela divisão melódica, ritmo e até a letra, bem direta, sobre o cotidiano (E se voltar te dou café/Preliminar com cafuné/pra deixar teu dia mais gostoso). Típica crônica do morro, como o Zeca faria.

Claro que a interpretação solta de Maria Rita tornou a música muito mais gostosa do que seria com qualquer sambista. Ela brinca com os versos como ninguém, me divirto sempre. Ouvir Maria Rita é sempre uma aula de interpretação e improviso.

Não sei se a banda segue igual (acho que precisarão acrescentar ao menos de um violonista no time, né?), mas espero que sim. Aqueles caras são muito bons!

Acho também que esse single é uma estratégia muito esperta. Mais ouvida pelas classes mais altas, Maria Rita com “Tá perdoado” pode tranquilamente chegar às paradas da FM O Dia, mole mole. Espero que chegue, e que estoure por lá também. Não vejo a hora de ouvir as outras faixas, e do show.

Da Maria Rita não tenho nada pra perdoar. Tá aprovado!

E pra dar um gostinho da nossa cantora interpretando samba, deêm uma olhada nessa interpretação gostosa de Conversa de Botequim, que ela cantou no Som Brasil em homenagem ao Noel Rosa. As demais performances você encontra aqui.





…prazer em conhecer: Pablo Villaça.

7 08 2007

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Estou iniciando aqui a seção “prazer em conhecer”, que tem como objetivo apresentar coisas de que eu gostou muito, e que acho muito importante partilhar. Pessoas, sites, bandas, coisas imperdíveis, que devem ser divulgadas a todo custo.

Vou iniciar por esse aqui: Pablo Villaça e o site Cinema em Cena.

Crítico de cinema de Minas Gerais, Pablo Villaça criou o site Cinema em Cena (www.cinemaemcena.com.br), há quase 10 anos, para divulgar informações sobre a 7a. Arte e colocar ali seus textos críticos. O site hoje é um sucesso, bastante visitado, e os cursos dados por Pablo sobre o cinema já começam a sair de Minas, tendo sua primeira edição em São Paulo mês passado.

E por que Pablo é algo que você precisa conhecer? Bem, porque suas críticas são tão boas, que eu não consigo mais ver um filme sem pensar qual seria a opinião do Pablo sobre ele. Longe de ser tendencioso ou preconceituoso, ele escreve sobre todo tipo de filme, obrigando-se a assistir a todos a fim de dar o seu parecer. Seus textos são os mais completos em termos de crítica, pois discorrem sobre todas as características da produção, desde as mais óbvias como a atuação e roteiro, até coisas como trilha, montagem e fotografia. Não creio que você vá encontrar algum texto mais detalhado do que o dele. Bons exemplos são de filmes como “Filhos da esperança” e “O grande truque”.

Quando fala sobre filmes que realmente amou, ele nos explica bem aquilo, e coloca as razões sem prender-se no gosto pessoal, mas em uma avaliação imparcial do filme. Ao falar sobre as grandes produções, também é nada tendencioso. Ultimamente foi muito criticado por seu texto sobre Transformers, injustamente. O acusavam de só falar bem de filmes “cult” e tudo mais, e que esses filmes são para “desligar o cérebro” e ir ao cinema. “Meu cérebro não veio com a chave ‘on/off’. Felizmente”, responde Pablo. Só pra constar, filmes como “X-men“, “Batman Begins” e “Homem-Aranha 2” receberam 5 estrelas.

Adoro também quando ele fala sobre os filmes realmente ruins. Ele aproveita para escrever de forma bem irônica, e ficamos com vontade de ver o filme só pra rir das palavras do nosso crítico favorito. Um bom exemplo é o da crítica de “Menores Desacompanhados“, onde escreve sua crítica tendo como remetente o Papai Noel.. rs. Cito um trecho:

E o senhor sabia, Papai Noel, que crianças são criaturas animalescas que, quando afastadas dos pais, imediatamente começam a correr de um lado para o outro gritando alucinadamente, promovem competições de arroto, atiram papel e lixo umas nas outras, jogam pôquer por dinheiro e derrubam qualquer adulto que tente controlá-las? É, eu também não sabia, mas é isto que aprendi com Menores Desacompanhados. Aliás, aprendi também que sempre que um personagem diz algo como “Eu gosto de evitar clichês” é porque provavelmente está preso em um filme repleto deles – a começar pelas inúmeras montagens que trazem o elenco fazendo gracinhas sem graça para a câmera. (Paradoxo? Não; Hollywood.)

Pablo também mantém um blog, onde tem um bom diálogo com os fãs, e fala sobre sua família, seu filho Luca e sua esposa. Quanto ao site Cinema em Cena, é uma boa fonte de informações, trailers e até roteiros das produções. Não tem um design muito bom não… mas também não é de todo ruim.

Não deixe de ler as críticas de Pablo Villaça após assistir a um filme. Não leia antes, pra não se deixar influenciar. E também procure pelas críticas de filmes que gostou, ou que detestou, e entenderá porque eu recomendo imensamente este site. Não concordo sempre com ele, mas aprendo cada vez mais sobre cinema, graças a Pablo Villaça. Prazer em conhecer!





…uma nova forma de fiscalização materna.

6 08 2007

Foi-se o tempo em que as mães vasculhavam as gavetas dos filhos. Coisa do passado. Hoje elas lêem seus comentários do Orkut e seus posts no Blog. Eu sei que a minha mãe lê, e deve estar até tensa lendo esse post agora.

Também, como não aproveitar essa exposição da nossa vida? Elas geralmente sabem tão pouco, somente o que temos saco para contar. Então lá vão elas, ler o que nos escreveram no Orkut, ver se criamos novas comunidades, e o que aconteceu no nosso fim de semana. É a forma que elas têm de participar um pouco mais da nossa vida.

Acho muito doido isso. É uma exposição e de certa forma uma invasão da privacidade… Mas também, se eu escrevo pro mundo inteiro ler, por que ela não poderia também fazer parte, né? E por um lado, acaba sendo bom. Sei o quando mamãe se orgulha de mim, e fica muito feliz em saber tudo que eu faço. Fala com orgulho “você escreve tão bem!”.

Acho ótimo. Te amo, mãe. Fique a vontade pra vasculhar… rs





resumo do finde

6 08 2007

Eita fim de semana gostoso.

Sexta-feira fui tirar as fotos para o Cd do Márcio Pacheco, cuja capa estou produzindo. Em breve mostro alguma coisa aqui… Depois disso, acabei encontrando o povo do trabalho pra um chopinho e mais tarde, recebi minha querida amiga Virgínia de volta, com seu noivo Javier.

Sábado foi dia de casamento, do meu amigo de infância Luiz Felipe. Muito doido isso… Todos estão casando, e tendo filhos… estou ficando velho, é oficial.

Domingo foi diazinho tranquilo, com direito a cinema (Um lugar na platéia) no Laura Alvim e jantarzinho italiano, com Fárlei, Rodrigo e Priscilla.

Ô que coisa boa. De volta à dura realidade…





…Ovos. “Muito irado!”

3 08 2007

Ainda tô meio chocado com algumas imagens que acabo de ver na internet. Não, não é flagrante de assassinato, nem filmagem amadora de acidente aéreo. São só alguns jovens bobos que moram na Vieira Souto, que têm por hábito tacar ovos nos carros e pessoas que passam na rua. “Que isso, Bruno! Que bobeira, coisa natural…” Tá bom. To até meio enjoado, de tanta perplexidade. Clique aqui para ver a 1a parte e aqui pala a 2a. parte do vídeo.

Por onde começo? Talvez possa tentar colocar-me no lugar desses caras. Acho que eles pensariam mais ou menos assim:

Sou rico. Não, não. Sou muuuito rico, moro num apartamento gigante em frente à praia de ipanema, não tenho p***** nenhuma pra fazer com o dinheiro que meus pais me dão, e nunca aprendi na minha escola o significado de palavras como ética, respeito, humildade, civilidade, educação. Por isso, acho muito engraçado e maneiro tacar ovos pela rua. Ah, ovo é muito barato. E é muito irado ver os carros levando susto com os ovos, e as pessoas indignadas! rs

Alguns amigos meus preferem jogar gatos pro alto e atirar em pombos com chumbinho. Muito maneiro também, quem sabe um dia experimente. Meu irmão e uns amigos deles bateram numas putas lá no ponto de ônibus, foi engraçadíssimo! Mas uma delas não achou tanta graça e eles se deram mal. Merda, né? Meu primo de Brasilia que o diga. Achei muito irado o que ele fez com o índio. Nossa, quem me dera ter essa coragem! Meu pai me mata se sabe que eu até penso essas coisas… Tudo bem que ele me incentiva na minha prática dos ovos.. até já jogou comigo, acertou um policial! Hahahaha foi fodaaaa!

Quando crescer, meu pai já me disse que tenho vaga na política, se quiser. Ele me dá o maior apoio, e compra quem precisar. Mas prefiro nem trabalhar. Pra que, né?

Bom, deixa eu ir, que está na hora da missa. Claro, sou católico! Sempre estudei em colégio religioso. Deus significa muito na minha vida. Vou sempre aqui em Ipanema, na missa. E pretendo também trabalhar numa ONG dessas aí. Todos têm que fazer sua parte, né? Importante pro planeta. Sou um cara bom, po. De Deus…

Falow então, vou só tacar mais meia dúzia aqui embaixo, e depois me arrumo pra missa. Té mais.

Precisa dizer mais?





…música religiosa. Uma opinião sobre a verdade na composição.

2 08 2007


Como compositor de músicas cristãs (católicas) que sou, acabo refletindo muito sobre esse ofício, que me foi dado sem que eu mesmo pedisse, surgiu de forma gradativa e inesperada, e hoje faz parte de grande parte dos meus pensamentos diários. Acabo sempre cantando alguma melodia, frases soltas, e escutando muita música também. Escutando e pensando.

Respeito os compositores que buscam a poesia. Eu até tento, mas meu discurso é mais direto. Admiro aqueles que conseguem criar textos belos, metáforas bem interessantes sobre as coisas da alma. Mas confesso que tenho paixão por composições mais ousadas, aquelas que são quase cênicas, que criam personagens, contam histórias. Que emocionam.

Pegando a Maria Rita como exemplo. Ela canta músicas poéticas, como “Caminho das águas”, que não vejo tanta graça… E canta coisas como “Muito Pouco” ou “Não vale a pena”, que rasgam a alma. Ultimamente tenho me voltado para esse segundo tipo.

Ao transportar-me para a música católica, percebo que essa ousadia toda não é tão bem recebida. Estranho isso, mas as pessoas se chocam. E isso creio que vem de um hábito dos compositores católicos, e de outras igrejas também. Contentam-se em falar simplesmente de suas experiências de vida, e do que está passando. Podem falar sobre o encontro com Deus, a alegria, e até da queda, mas com arrependimento e busca por melhora. Raramente ouço músicas que falam sobre a raiva que sente um homem de Deus as vezes, sobre a vontade de se afastar do amor de Deus. Ou mesmo que mostrem a realidade da hipocrisia dentro das comunidades. Enfim, que abram mesmo a ferida do coração para que os demais, que vivem isso, possam também se identificar.

Por que é assim? Existe uma resistência a esses temas, por medo de julgamento externo? O músico católico tem sempre que ser aquele que um dia, no passado, já pecou, mas hoje busca a conversão? Ele não passa por problemas, desertos, crises de identidade, raiva, medo? Ele não pode ser crítico? Tem que ser sempre bom, plácido e santo? Por quê? Medo de que os fiéis ouvintes pensem errado de nós? Medo de que nos tirem dos pedestais que muitas vezes nos colocam, e nos igualem à suas realidades?

Será que temos medo de, falando sobre coisas difíceis de lidar, não consigamos evangelizar? Será que nosso papel é somente o de pregar a palavra de Deus, e nada mais? E o de alertar? E o de refletir, como espelho, o sofrimento do outro? Ou a hipocrisia nossa mesmo, a fim de podermos abrir os olhos pra o que todo mundo vê, mas ninguém comenta? Falar de Deus, e do servo de Deus, vai muito além. Porque falar de ser cristão é falar da nossa vida, com tudo que tem direito.

Eu escrevi estes versos, uma vez: “Essa não é uma canção de louvor, nem um hino de glória ao Senhor. Não é uma canção de adoração, nem de amor. Mas é a canção que sai de mim, é o que eu ouso cantar. (…) Se fosse mais fácil, se fosse mais claro, ou mais bonito, se fosse mais óbvio ou tranquilo, talvez eu pudesse então acreditar…”. Devo sentir-me culpado ou envergonhado com esses versos? Sim, foram pensamentos meus, minha vida, mas poderiam ser fatos da vida de alguém que escuta a canção. Somos compositores, e como tais, podemos criar personagens. Há verdade na canção, porque o sentimento é real. Agora, se eu canto isso, a primeira coisa que escuto é: “nossa, como você mudou. Cadê as palavras bonitas?… Cadê o ’ser livre pra fazer a vontade de Deus’?”. Até interpretam como se eu tivesse perdido minha fé, um minha inspiração… Ela existe, sempre, estando eu perto ou longe de Deus. Porque simplesmente me exprime e reflete como ser humano.

Queria muito, por exemplo, fazer uma música sobre algum rapaz que é um total hipócrita na igreja. Desses que são líderes de grupo, que pregam lindas palavras, mas o fazem só pelo status, pela aparência. Que têm um namoro que todos acreditam ser “santo”, mas que não passa de fachada. E que chega em casa e nem reza, mas faz questão de criticar a todos dentro de sua comunidade. Seria eu muito ousado? Pagaria o preço?

Importante dizer que isso não é só papel do compositor, mas também uma grande ousadia do intérprete. É ele quem coloca sua cara a tapa, quem tem uma imagem, uma voz. “Soldados em ordem de batalha”, primeiro pelotão.. Esses semi-deuses idealizados pelo público que os acha tão santos e puros… Mal sabem eles que somos iguaizinhos, senão piores. Os intérpretes também não podem temer frente ao desafio de expressar realidade, achando que serão julgados por isso.

O que é pior? Ser julgado por cantar a realidade, a verdade crua da vida nossa? Ou ser tachado de hipócrita por cantar coisas que não vive, e às vezes nem acredita? A única saída seria realmente santo e cantar sobre a santidade? Vai ser um lindo modelo para o público, algo raro de existir. Mas que é tão utópico…

Sendo omissos na nossa ousadia, criamos o que existe hoje. Um conjunto pasteurizado de canções claramente inspiradas nos nossos irmãos evangélicos, que falam de louvor, adoração, e perdão, sempre com as mesmas palavras. Todos repetindo os mesmos versos, e emocionando. Claro que é eficaz, claro que evangeliza, claro que toca o coração. Não estou dizendo que são desnecessárias, acho muito válido. Mas não devem ser a única forma, e muito menos ser a forma “correta”. A arte fica onde?

Me irrita profundamente quem justifica uma música precariamente composta como sendo “inspiração”. Como artistas, devemos ter o compromisso com o que é belo. Como compositores, devemos somar o compromisso pelo domínio do nosso idioma, e da música. E usá-los de forma correta. Como compositores católicos, somamos ainda a inspiração, a graça de Deus. Tudo isso deve ser somado, misturado e manejado com beleza, para criar uma canção. Não basta dizer o que sente. Devemos cuidar sobre o “como dizer”.

Repito, gosto de músicas simples. Já fiz algumas. Mas sempre com compromisso com a forma e o conteúdo. Acho necessárias essas músicas pros fiéis. Mas por que não ir além? Evoluir, crescer? Tomar uma postura de artista, comprometido, corajoso, que defende sua arte? Eu pretendo me colocar assim.

Não tenho medo de falar sobre as coisas ruins da vida. Nem tenho medo de falar numa linguagem jovem, direta. E nem tenho medo de, como intérprete, assumir personagens. Já escrevi: “Nem vem me condenando por pensar assim. Você me diz: ‘Religião é um troço tão ruim…’ e vai jogando seus argumentos racionais… Em plena consciência eu tenho a fé (…)”. É uma música sobre a certeza de ser cristão, e não se intimidar frente às críticas de fora. É ousado, corajoso, e ao mesmo tempo verdadeiro para 100% dos cristãos. Pra que ter medo? É humana demais, direta demais? Raivosa demais? Não sei… Mas nós não somos às vezes também diretos, raivosos, ousados?

JESUS NÃO EXPULSOU OS VENDILHÕES DO TEMPLO??? Ele tinha raiva, sim. Mas tinha razão pra tudo aquilo, e não estava fora de si. Agiu com coragem, ousadia e certeza, como em tudo o que Ele fez em sua missão.

Concluindo, acho que podemos e devemos cantar o que vivemos. E podemos cantar também o que não vivemos, mas o que às vezes outras pessoas vivem. A música popular não tem obrigação de ser autobiográfica, e creio que a música religiosa também não. Sejamos corajosos a ponto de inovar, ousar, e defender uma maior dedicação e compromisso com a arte que praticamos. Dom dado por Deus, talento emprestado, que deve ser muito bem administrado, rendendo frutos e chegando ao mundo inteiro.





…Transformers. Quando Didi encontra Jiban.

2 08 2007

Nota: 3,0

Transformers tem sido um sucesso de bilheteria. E muita gente sai dizendo que o filme é muito bom, super engraçado. Eu não entendo porquê. Não existe justificativa pra tanta coisa ruim. Pra você ter uma idéia, eles pegaram um filme dos Trapalhões, daqueles que descobrem uma nave espacial no deserto? E juntaram com um episódio de Jaspion ou Jiban. Eu juro que no final do filme eu estava esperando o Gyodai.

Nem sei por onde começar. Não sou um crítico assim tão experiente. Mas, vamos lá. Carros que viram robôs, ok. Pra um desenho de 20 minutos funciona. Mas fazer um filme inteiro em torno disso, e para tal criar uma história que não faz o menor sentido, não tem desculpa! Uma trama macarrônica, muuuito forçada, e que você mal entende. Cubo, All Spark, Optimus, hein? No meio, eu desisti de tentar entender, e fiquei observando todas as coisas ridículas que surgiam na tela à minha frente. Ainda, sobre a trama, por que o tal robozinho do mal tem o maior trabalho pra hackear informações do governo, vai até o Air Force One até descobrir o tal óculos no eBay, e quando os Transformes do bem chegam pro Sam, já sabem tudo sem mesmo abrir um único PC?

Posso imaginar o que se passava na mente dos roteiristas… “Vamos colocar, no começo, uma cena da esposa que espera o soldado voltar da guerra, para dar emoção”… “Que tal dus mulheres muito gostosas, para satisfazer o público masculino do cinema? Mas só tem esse papel pra uma delas… Ah, sabe aquele gênio de computadores e sistemas? Pode ser uma loira gostosa!”… “Podia ter um negro gordo, que só fala merda”… “Que tal também soldados do mal?”… “Ah, um militar latino… boa!”… “Podiamos colocar o Chiwawa da minha mãe no filme, né?”…”Pera´, e a história?”… “Ah, dane-se a história”.

Ok, então estamos combinados. Vai ser um filme de guerra com esposas à espera de maridos, combinado com um filme de high school adolescente, um filme de espionagem no governo, ficção científica, comédia pastelão e alienígenas…

Pra que os robôs têm que ter a personalidade de figurantes do Power Ranger? Pra quê tanta piada sem a menor graça? O único que se salva é o protagonista, Shia LaBeouf, que é bem natural na sua performance.

E de que adianta efeitos lindos se a câmera não pára? As cenas de luta são super confusas. Você não entende quem está ganhando, quem está levando surra, e nem quem é quem. Um ritmo frenético que não ajuda em nada o filme.

Nesse momento, paro de escrever, e vou ao site do Cinema em Cena, ver o que o Pablo Villaça escreveu sobre o filme. Ele fala tudo que eu disse e mais um pouco, e portanto vocês podem pular direto para a crítica dele, muito mais completa e inteligente que a minha, clicando aqui.

E se você ainda não viu o filme… bem… não perca seu tempo nem seu dinheiro. Vá ver Saneamento Básico, e volte pra casa mais inteligente e feliz!

Update:  Não é porque eu não gosto de filmes de ação. X-men é maravilhoso, assim como Homem-Aranha. Mas esse filme aí…





…Saneamento Básico.

1 08 2007

Nota: 10

Assisti ontem a “Saneamento Básico – O Filme”. Acho que nunca ri tanto em um filme nacional. Ele pega todo o estilo informal característico do Jorge Furtado, que sempre opta por interpretações bem naturais, e eleva à milésima potência com os atores que estrelam essa produção. Fernanda Torres está maravilhosa, assim como Wagner Moura, Paulo José, Camila Pitanga e cia.

O filme, pra quem não sabe, é sobre uma pequena cidade, que precisa de dinheiro da prefeitura para obras de saneamento, e para isso produz um vídeo “de ficção”. Tem muito de filme B, muito do retrato do interior do Brasil, pessoas simples, tímidas e muita, muita piada. Mas não do tipo pastelão, graças a Deus, mas de uma inteligência rara.

A trilha, cheia de canções italianas lindas, também emociona. Mas o que mais me impressionou mesmo foi esse retrato de pessoas simples, com assuntos tão simples como uma micose, ou beliches… Não deixem de assistir. Sério mesmo, vale muito a pena.