Li este texto no blog da Catarina Chagas, chamado Pensando Alto. Adoro os textos dela. É uma das poucas pessoas que eu conheço que faz críticas de livros. Eu não tenho esta capacidade, e a invejo muitíssimo! hehehe
Acho que vocês também vão adorar o texto:
Mantendo contato
Carioca tem essa mania de não querer que as pessoas saiam da sua vida. Então, quando encontra uma pessoa que não vê há milênios e que não faz grande diferença em seu cotidiano, manda logo um “vamos combinar alguma coisa!”, mesmo sabendo que a probabilidade de “alguma coisa” rolar é menor do que a chance de um camelo passar no buraco de uma agulha, para usar a imagem bíblica.
É que nós, cariocas, desenvolvemos um carinho por certas pessoas e custa-nos dizer adeus. Os amigos do colégio, da faculdade, do primeiro emprego. A gente passa meses, até anos, sem encontrar. Mas basta vê-los na rua para sentir saudades, puxa, a gente devia se ver, gosto tanto de você etc e tal.
Eu sou carioca típica nesse aspecto. Tenho uma lista grande de pessoas queridas com quem tenho pouco ou nenhum contato, mas que guardo como representantes especiais de épocas que já passaram. E o meu “vamos marcar alguma coisa”, ainda que não goze de concretude, é expressão sincera da vontade de relembrar, retomar, manter contato. Só que vêm o milhão de coisas para fazer e as dezenas de amigos com quem efetivamente mantenho contato, então, se já vivo há tantos anos sem fulaninho, viverei um ano mais.
Concordo e assino em baixo, Catarina!
Eu não tô no grupo dos fulaninhos não né???
Hehehehe
Até pq já tô com o video da peça (aquela!!!) aqui em casa… e não tenho coragem de assistir sem a presença de vcs… é preciso compartilhar momentos bons… e os ruins tb, né??? Hehehe.. meus pais já viram!!!
Bjs
Aqui no Recife isso também existe… o tal do “vamo marcar, vamo marcar”… que nunca dá em nada… na minha turma a gente até brinca com isso